Sunday, April 22, 2007

Rompe oh venerável ave
Os tonéis dos meus prazeres
De tão rotos
Não se deixam quebrar

Quebra oh venerável
Saudade de tudo e do nada
A inépcia que nasce do húmus
Fertilizado a meus pés

Rompe a venerável inércia
A mim rogo
E a minhas inexistentes asas
Túmidas das inconsequências

Rogo venerável projecção
E interpretação dos seres e do mundo
Que sejas a meus pés escondida
E que não me leves tudo e nada

[2004]

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