[o afecto]
sento-me no meio
de um quarto quente
a respirar a luz
e fico à espera
meço o instinto canino
na fidelidade ao tempo
e ouço a luz branca
que está em volta
no entretanto não aguento
a exposição à claridade
e procuro um interruptor
na parede transparente
não há agora o retorno
da claridade da razão
tapo não obstante os olhos
e deito-me no chão
levanto-me negro de raiva
chamando por uma escuridão
de sangue derramado
e cambaleio em saga punida
neste ocaso golpeio os olhos
e mordo os dedos
ergo o queixo - e as mãos
fui inundado pela luz
Friday, June 27, 2008
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