Saudações, velho homem!
Curvam-se-te os joelhos
Ante o peso das décadas
Outrossim o dorso pelo pendurar dos olhos...
Curvam-te os esforços primordiais
Os plantios universais
Mas sorrisos caem-te dos lábios
E as palavras dos vigores devidos e consentidos
De latim em punho
Ou pelo envergar da enxada
Nos relentos do físico
As cortesias devidas que deste
Aprendeste, como eu, as hierarquias
Hoje brande-las como talento
Mas os sorrisos e contradições sobram-te
Dos beiços, os das blasfémias devidas e não condenadas
Golpeias os últimos ensejos
E refúgios procuras nas coisas dos homens
Há muito que a Deus te encomendaste
Com os instrumentos tácitos ou devidos
[2004]
Thursday, May 03, 2007
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