Sunday, April 29, 2007

Respira uma ode pelos
meus lábios negros

E sente longínquo o avesso
do meu coração chilreante

[Diz-me que são meus lábios
De que pedra feito é teu rosto

E que centelha repousa
no teu sopro quente]

Respiro uma ode pelos
teus lábios de mármore

E sinto terrível o contrário
do teu coração ofegante

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