Sunday, February 25, 2007

profeta - III

Sentei-me ao pé do profeta no seu olhar mirífico e disse-lhe Mestre peço a sua sentença Não peças sentenças a ninguém ignorante se pedires sentenças hão-de dar-tas e aí tás fodido porque deste o flanco e apresentas-te fraco Mestre ainda assim peço as suas sábias palavras Diz rápido jacaré que tou atrasado Mestre não tenho amigos E E o que se passa é que por vezes sinto-me só apesar das pessoas que me rodeiam Apesar daqueles que te rodeiam Sim Cala-te e ouve terás de ver se a tua solidão é verdadeira ou mera postura de pseudo-intelectual Como Cala a boca se for esse o caso ordeno-te que abras bem os olhos e que vejas com as entranhas e sondes bem o teu corpo nas impressões que te dá O corpo Sim diacho E o cérebro Mas qual cérebro, isso vale para alguma coisa Mas mestre e se a solidão que sentir for verdadeira Nesse caso em verdade digo-te a solidão é a condição dos que são lenitivo do mundo Não percebo Não percebes mas hás-de perceber

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