Raios!, é tanto o desalento que sinto
É tanto, que até a mim minto
Nas ocasiões moderadas
De preceitos racionais encimadas
Cai-se-me o cabelo da tristeza
E os cotovelos apoiam-se na mesa
Das comezinhas coisas, e acesa
É a torrente de conflitos, em brasa
Pudesse eu, enfim, deixar
Deixar, e histórias puramente contar
“Dos cimos das aladas sentinelas do meu andante amar”
E fugir, deixar a terra me ditar...
Pudesse deixar as comezinhas coisas em minhas rédeas
Curtas das entidades do corpo, e do mundo
Deixar de inquirir os meus governos – e governar – fundo e fundo
Deixar, por tudo, o mundo nas rédeas minhas
Pudesse – e seria a época ideal de uma luminosidade entorpecedora
Deveras, pertinácia suja, ameaçadora
De tudo a contrariedade, acusadora, muda, ensurdecedora
Mas... a minha contrariedade do mundo contrário – e a palavra guerreira
Monday, November 06, 2006
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