olha para mim
e sente a emergência
quieta que asfixio
no olhar
[vezes há que
não tenho a dignidade
para comprar o tempo
resta a miúda dádiva
que emerge da prece]
digo - olha-me nos olhos
não muito - cautela
porque também a ti
vou esmagar
para dentro das órbitas
olha e entrega-te
como eu faço
ao massacre surdo
há lugar para ti em mim
Wednesday, July 02, 2008
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