É da sociologia do poder que os pequenos partidos, em termos de representatividade democrática e em termos de proximidade do poder, são dilacerados no seu interior por quezílias indicadoras da falta de uma liderança forte e de um guerrear pelos poucos cargos políticos – com as sinecuras e benesses correspondentes – que esses mesmos partidos podem oferecer aos seus militantes.
Vem isto a propósito do PS-Madeira. A história deste partido é a história de um fracasso. O PS-M nunca entendeu o grau de implantação do PSD-M no espaço político e – atrevo-me a dizer – mental, dos madeirenses, nos meios urbano e rural do arquipélago, nas classes médias baixa ou alta. O arrazoado desta implantação terá justamente a ver, antes de mais, com as circunstâncias de implantação do sistema democrático no arquipélago, no qual desempenhou papel crucial a Igreja, apoiante, desde a primeira hora, do partido laranja. Nada disto é novo, obviamente. Outras razões existirão, das quais não nos ocupamos agora.Este palavreado é suscitado pelo voto a favor do orçamento de estado por parte dos 3 deputados eleitos pelo PS-M para a Assembleia Nacional, Júlia Caré, Maximiano Lemos e Jacinto Serrão, quando as orientações por parte da direcção do PS-M, hesitantes ao início, foram não obstante contrárias ao verificado. A desobediência talvez refectirá, entre outras coisas, a ideia de que um enfeudamento às directrizes do PS nacional será mais benéfico numa vida política futura dos implicados. João Carlos Gouveia assumiu desde o início que a sua direcção era de transição. Foi um erro.
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