Friday, June 22, 2007

Há um minuto senti saudades pela cidade escura
E pestanejei lento as memórias do pouco que lá fui

Como são as saudades por uma cidade
Onde não há ao menos rancor por amor?

Sinto saudades da minha presença invisível
Nos granitos defumados por pessoas possantes

E da benção de ser nada ou pouco mais
Dois passos na calçada aprendiz eterno mestre-arrais


4 comments:

Anonymous said...

«Porto da minha infância!
A primeira impressão que me causaste
Tenho-a, cheia de espanto, na memória,
Cheia de bruma e de granito!
É uma impressão de inverno,
Sombra cinzenta, enorme, donde irrompe
Alto cipreste empedernido,
No meio de sepulcros habitados.»

Teixeira de Pascoaes

JN

Anonymous said...

PORTO DE ABRIGO

É esta a cidade que o destino
te reservou. Uma cidade de

gente dura cuja maior
extravagância é um vaso

de sardinheiras na janela
de um ou outro edifício.

Tinhas sonhado com uma
cidade branca mais a sul...

Esta cidade não é uma cida-
de é um vício.

Jorge Sousa Braga

Anonymous said...

Esqueci-me de me identificar ("Porto de Abrigo"). Abraço,

P

Dinarte Vasconcelos said...

Meus amigos, que saudades...