Wednesday, June 20, 2007

Amor é desejo de conhecer-te
Esculpir-te sem cera em cantaria
A maresia sobre o teu corpo é erotismo ou erosão

*

És o verbo no cabo do meu caos
Teus olhos cingem-se na luz que desponta
O momento criador é o momento de saber-te

*

Pronuncio a palavra e escrevo a ordem
Salto ao pé-cochinho e suscito com ombros as posturas
O real é um riso de menino na mecânica do relógio

*

E sou um facto emotivo numa locomotiva
Em mim rompem os ruídos dos dedos
Curva, depressão, aluvião; e não linha, planície, acalmia

No comments: