Monday, May 14, 2007

diálogo

Finalmente consegui juntar os caríssimos mestres "Profeta" e "Anti-Profeta" num almoço, e o diálogo - na minha presença muda e estudiosa - foi deveras 'enriquecedor'. De entre os vários momentos, retenho por agora o seguinte:
Anti-Profeta - "Caro amigo, quero apenas significar que todo o sentimento tem um enquadramento social, que sentir não é um mero acto individual, da nossa consciência, sentimos consoante aspirações, necessidades, motivações, tabus que não brotam de nós, mas principalmente de convenções sociais.
Profeta - "É isso ó alface! És mesmo burro! Quem sabe se tens vergonha de algumas coisas que sentes, e foges desses sentimentos pensando que eles vão chocar as outras pessoas? Assim é fácil a gente andar no mundo, não? 'Como é que é normal se sentir nesta ocasião. É assim.', pensas tu, não? E prontos, e metes esse jeito de sentir mais normal. Vai mas é te catar!"

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