Noutras horas sonhei
Clamei arredadas vezes pela limpidez
que me prometi ver no sonho
Mas nem sempre acreditei
Sobre esta falésia descuidei-me
numa mediania vaga de manga de alpaca
Demolhei os olhos numa torpeza doce
vendo números em vez de coisas
cálculos em vez de significados
E no amanhã
[em amanhã havendo]
não deverá haver pensamento, e a corrida
tanto se me faz, prefiro o sonho
(poema feito [ou melhor, "plagiado"] a partir de outro de um amigo, P. A., a quem dedico)
Friday, March 09, 2007
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