Mãe há uma certa canção que fala de um homem que matou um outro homem digo apenas isto porque é verdade mãe eu ontem também matei um homem a fúria cegou-me e negou-me os sentidos alguém disse-o acho que foi o avô pois eu sei mãe nunca conheci o avô mas parece pelas fotografias ter sido um homem de timbre de dizer uma coisa dessas mas a verdade mãe é que assassinei um homem com um punhal que lhe espetei na barriga não interessa mãe se vou preso se não presto para nada se a sociedade me desprezar se ele sofreu é capaz gritou mas isso suponho que assim fosse não sei mãe espero aqui por alguém que me venha buscar será porventura o avô sempre temos que retornar aos nossos antepassados aproveito para conhecê-lo renunciei a poder viver como um homem limpo com os erros normais Quem matei Fui eu
Tuesday, February 20, 2007
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1 comment:
Autodestruição.
Perco a conta das vezes que te procurei dentro de mim.
Em vão.
Porque não fazes parte do meu ser? Acaso te bani?! Responde!
Alturas (foram muitas) em que te desejei… e na tua ausência esbocei outra senhora nas entranhas do meu cérebro…. Outra que me deu consolo… outra que me deu colo… outra que me deu amor: a Solidão.
Senhora simpática, de tez madrepérola, sorriso davinciano e de uns sedosos cabelos brancos (presos, naturalmente).
Ias gostar de a conhecer. Mas… há quem diga…. “Não é boa conselheira”.
JN
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