Aceitai esta ode aos passeantes
Antes que neles se me acabe a tinta
Seus olhos postos nos vagares
Das árvores caindo
E o vento agita a penugem salamurda
Pendente das suas caras
Os passeantes...
Os distraídos, simpáticos passeantes
[...]
Os risos, as baforadas
E os descansos
Pudera eu ser um simples passeante
Condenei-me, ainda assim, a repetir premissas
Perscrutar saliências, movimentos
A olhar o tecto escrutinando,
Procurando as teias de aranha
A serem feitas
Pelas oito patas que brandem
O meu pensamento
Os passeantes
Um passo, dois, três...
E esta cruel sucessão
Para quem os contempla
E deles espera mais
Que grãos de café sofregamente bebidos
E o passado e o futuro incessantemente esquecidos...
[2003; 2007]
Wednesday, January 31, 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment