eu sou uma planta infestante
de dentes podres presos
nas gengivas roxas, como se esperaria,
gargarejo dois ansiolíticos
destacados das folhas de poesia
folhas de poesia... pois
folhas de poesia e carne
sumarenta ao fim de uma
dor de cabeça derramada
sobre os poros - esperai!
isto vai mal!
tentemos mais uma estrofe
passada pelo crivo
das racionalidades entremitentes
dos homens hiper-críticos
assim!, sem passwords,
crípticas coisas, analogias
alegorias, e bebedeiras
brandemos desta exacta forma
uma informação polida e certa
"clara e distinta"
e enganar as acções
enganadas sem cessão
pelas divagações desesperantes
do misantropo tautológico
compreender, ainda
que isso pouca tenha que ver
com tudo isto,
que é quando menos estamos alertas
que os nossos lábios tocam a verdade
e que o verdugo não é mascarado
vou engendrar um casulo
vai ser melhor
ou uma teia
hei-de me ir embora
Thursday, January 25, 2007
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