deixai-me aprisionar a
serotonina azul
dentro da molécula espancada
[espancada dependurada
das imposturas gravadas
nos sobrolhos da
cabeça cabisbaixa]
não quero lenitivos
e de bom grado abdico
de coisas que
tenho aqui perto
encosto-me à parede
os olhos revirados
sete vezes sete
repito uma ou outra fórmula
científica com a irracionalidade
do macaco peludo
fórmulas bíblicas
como as que vejo impressas
nos corpos jovens
[...]
a minha sede de sangue
é o juramento da vida
[...]
e broto como a feiteira
do asfalto sabeis?
[...]
sete vezes sete
loucuras e sentimentos
e misoginias indomáveis
cartilagem pasteurisada
de sangue reconstruído
coágulo coágulo
coágulo no sentimento
desnorteante
um muco colado
à estante dos livros
que leio
[...]
Monday, January 15, 2007
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