


Já não sei o que pensar
Para recordar necessita a mente
De olvidar –
E os seus espasmos violentos
Arvoram-se em presença sempiterna
Inútil!
Decalco os contornos das coisas
E registo [concebo] os negativos
Da realidade enevoada
[Ou seja, o tudo de nada]
Em tudo o que vejo e analiso
Contemplo apenas a lenta contradição de mim
Num saco bojudo – inchado
Entra o mundo ruidoso – enrugado
E dele saem as minhas ideias
[Ou seja, o nada em tudo]
[2004]
1 comment:
Última estrofe magnífica! Parabens! Abraço, Miguel Gonçalves
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