- Que queres tu de mim?
- Tenho que te matar!
- Hã!?!?
- Tenho que te matar...
- Foste tu que mataste o José?
- Sim, com um tiro só, na cara.
- Tás louco! Mas porquê? Nunca conseguiste escapar daquilo que nos aconteceu. O José já foi, agora sou eu, e aposto que o João vai a seguir.
- Não te esqueças de mim. E não sei se o João merece... não sei...
- Tu tás louco!
- Esta terra cria mais loucos do que qualquer outra terra do mundo!
Os olhos de Duarte petrificaram quando puxou da arma e atirou, por duas vezes, contra o peito de Manuel. Poderia-se dizer que derramou uma lágrima pelo que acabava de perpretar, mas não seria verdade. Esta dor não permite lágrimas.
Chegado a casa, despido o casaco, sentou-se no chão, costas de encontro a uma das paredes da sala, pernas sem vida, o cano da arma na vertical sobre o lado direito do crâneo. O dedo acariciava o gatilho. Esta noite não dormirá.
- Tenho que te matar!
- Hã!?!?
- Tenho que te matar...
- Foste tu que mataste o José?
- Sim, com um tiro só, na cara.
- Tás louco! Mas porquê? Nunca conseguiste escapar daquilo que nos aconteceu. O José já foi, agora sou eu, e aposto que o João vai a seguir.
- Não te esqueças de mim. E não sei se o João merece... não sei...
- Tu tás louco!
- Esta terra cria mais loucos do que qualquer outra terra do mundo!
Os olhos de Duarte petrificaram quando puxou da arma e atirou, por duas vezes, contra o peito de Manuel. Poderia-se dizer que derramou uma lágrima pelo que acabava de perpretar, mas não seria verdade. Esta dor não permite lágrimas.
Chegado a casa, despido o casaco, sentou-se no chão, costas de encontro a uma das paredes da sala, pernas sem vida, o cano da arma na vertical sobre o lado direito do crâneo. O dedo acariciava o gatilho. Esta noite não dormirá.
1 comment:
Novos "caminhos", Obi Wan?
Continua.
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